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“Um amigo grosseiro recentemente deu de ombros ao dizer: “Odeio mudanças!” Eu respondi atrevidamentes: “Você provavelmente vai odiar ainda mais a irrelevância.””

Quem conta esta história é Chip Conley, um dos profissionais mais respeitados na área da inovação comportamental e direcionamento de vida do público mais velho.

Best-seller do New York Times e empresário de hospitalidade, ganhou notoriedade quando os jovens fundadores da Airbnb o convidaram para ajudar a transformar sua promissora start-up na marca líder mundial de hospitalidade, fato que lhe deu autoridade para divulgar os benefícios mútuos existentes no trabalho em equipe composta por pessoas de gerações diferentes.

Em seu quinto livro Wisdom @ Work: The Making of a Modern Elder, o autor nos apresenta um novo tipo de “velhice” e o potencial positivo existente na colaboração intergeracional. Seus livros anteriores, PEAK e Emotional Equations, são inspirados nas obras dos famosos psicólogos Abraham Maslow e Viktor Frankl e em suas teorias sobre transformação e significado.

Inovador contumaz, Chip Conley é o fundador da primeira “escola de sabedoria da meia-idade” do mundo, a Modern Elder Academy na Baja California Sur, no México, onde os alunos aprendem como redirecionar uma vida inteira de experiências. 

Por todo este cabedal de experiências na preparação de um Modern Elder é que Chip  afirma, categoricamente que a Relevância substitui a Reverência.

Brilhantemente ilustra a sua tese ao mencionar que o Google substituiu o vovô e a vovó há muito tempo. Sim, todos nós sabemos que os anciãos já foram reverenciados. Nossos filhos e netos ficaram sentados em silêncio aos nossos pés enquanto distribuíamos o que pensávamos ser sabedoria. A hierarquia de poder exigia que os jovens fossem “vistos, mas não ouvidos”.

Ser relevante nos dias atuais exige o conhecimento do contexto onde se está inserido. Caso contrário, ao partilhar a tua sabedoria, a sua versão será ouvida como algo assim: “Na minha época, blá … blá … blá …” A verdade é que ninguém quer mais ser essa pessoa, e ninguém mais quer ouvir pessoas assim, diz Chip.

A sabedoria inerente aos mais velhos há de ser partilhada, entretanto, fazer isto requer relevância, explica Conley ao definir o que é relevância.

Relevância é “a qualidade ou estado de estar intimamente conectado ou apropriado.” E estar conectado significa que você está servindo. E servir significa entender bem as circunstâncias e a pessoa com quem você está engajado, o suficiente para envolver a sua sabedoria de forma que seja relevante. Sabedoria e relevância completam o círculo.

Relevância requer estudo, portanto. Exige preparo e consciência daquele que espera se comunicar adequadamente. Não apenas exprimir suas ideias sem a preocupação de ser ouvido com interesse, compaixão e respeitado. 

Não é para menos que Steve Jobs disse uma vez: “Crie relevância, não conscientização”. Em outras palavras, relevância é importante porque parece útil e pertinente. 

Por sua vez, Jimi Hendrix disse: “O conhecimento fala. A sabedoria escuta.” 

Soma-se os valiosos ensinamentos desses ícones da cultura e da criação, e constata-se:

O passo número um para ser relevante é ouvir. E depois de ouvir com compaixão, sua intuição saberá como tornar sua sabedoria e verdade relevantes para a outra pessoa, esclarece e conclui Chip Conley.

Sejamos relevantes!

Silvia Triboni

Fundadora do projeto Across Seven Seas, Repórter 60+ e Deputy Ambassador na Ageing2.0 Lisbon

www.acrosssevenseas.com

Fonte: https://wisdomwell.com/relevance-replaces-reverence

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