RUMO A MACHU PICCHU – A MARAVILHA MAIS LINDA DO MUNDO

Minha filha Vitoria, e eu, há muito tempo planejávamos viajar juntas para Machu Picchu. Entretanto, tínhamos que vencer muitos obstáculos para realizarmos este nosso projeto. Um desses obstáculos  era o da distância que nos separava: Vitoria mora em Sydney, Austrália, e eu morava em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Depois de muito tempo de espera, em 2015, a ideia de aprender sobre a milenar cultura inca e ver de perto a arquitetura e mística deixada por eles, finalmente se tornou realidade, quando conseguimos conciliar as nossas férias.

Marcamos o nosso encontro em Lima, capital do Peru, onde pudemos aproveitar os pontos turísticos mais importantes da cidade, além de conferirmos a famosa e rica gastronomia do lugar.

Nos hospedamos no belo  bairro de Miraflores, e, a pé, íamos ao Parque Kennedy, repleta de gatinhos, ao belíssimo shopping Larcomar, à beira mar, além de outros pontos turísticos, restaurantes, igrejas…

Shopping Larcomar em Miraflores, Lima

Parque Kennedy

Parque Kennedy e seus gatinhos

Após alguns dias em Lima partimos  para Cusco, antiga capital dos incas, onde se localiza o distrito de Machu Picchu, uma das novas maravilhas do mundo. Em Cusco, importante centro administrativo e cultural do Império Inca, vimos inúmeros monumentos, e achados arqueológicos, como o Korikancha (Templo do Sol), todos pertencentes ao Vale Sagrado.

Korikancha, Cusco

Cusco é uma cidade muito alta, com 3.400 metros de altitude, e, por isso, logo na chegada precisamos nos adaptar aos efeitos do soroche, mal da altitude, que nos obrigou a seguir em um ritmo um pouco mais lento do que o de costume. rsrsrs

Mesmo após os espanhóis arrasarem a cidade, destruindo e saqueando a civilização inca, a superioridade da arquitetura inca sobreviveu. Nem mesmo dois terremotos foram capazes de derrubar aquilo que os inimigos espanhóis ainda não tinham destruído.

Sacsayhuaman, Pizaq, Tambomachay, Qengo, Pukapukara foram outras fortalezas e ruínas ao redor de Cusco que pudemos visitar. Foi surpreendente apreciar a sabedoria daquele povo que dominava os conhecimentos de engenharia civil, que de forma inimaginável para época, construíram templos e cidades que ainda podemos visitar.

Sacsayhuaman

Pizaq

Adoramos passear na Praça de Armas de Cusco, rodeada de catedrais imensas e ricamente decoradas com  altares em ouro, prata e madeira. Não ficam atrás das catedrais da Europa.

Plaza de Armas, Cusco

Escultura de Manco Capac II– o primeiro rei da cidade de Cusco

Cusco é linda, rodeada de montanhas, museus interessantes, bons restaurantes e gente muito linda e simpática.

Souvenirs não faltam. Encontramos todos os tipos de artesanatos representativos da cultura inca. Mas, as lembranças mais doces foram as que levamos, em fotos ao lado de senhoras vestidas tipicamente, acompanhadas de lhamas ou cabritinhos. Umas fofuras.

Mulheres em seus trajes típicos

Chegada a hora para o momento mais esperado da viagem, partimos para Machu Picchu.

Saímos de Poroy, no trem Vistadome, belíssimo trem envidraçado da Peru Rail, e descemos para Águas Calientes, rumo a Machu Picchu.

À medida  que descíamos, a paisagem ficava mais bela. Os picos das montanhas começavam a se destacar fazendo com que a viagem, de aproximadamente 4 horas, se tornasse um show de emoções constantes.

Trem para Águas Calientes

Chegamos ao destino mais esperado: Machu Picchu. A emoção da primeira vista da cidade sagrada foi indescritível para nós duas. Foi demais ver aquele cartão postal. Vitoria e eu não tínhamos palavras para descrever o que sentíamos. Ficamos emocionadas com tudo aquilo.

Cidade Sagrada de Machu Picchu

Um pouco mais de Machu Picchu

Machu Picchu e Lhama

Caminhamos algumas horas, sozinhas, explorando as partes mais altas da cidade pois no dia seguinte, novamente estaríamos lá para escalarmos a grande montanha Huayna Picchu, a 2.693 metros, e conhecermos, em detalhe, a cidade sagrada.

Cedinho nos encontramos com o guia que nos levaria à Huayna Picchu pois sabíamos que subida seria puxada. E foi. Vencemos degraus estreitos, altos e, em muitos trechos, sem qualquer tipo de apoio, contando apenas com a sabedoria e experiência de nosso guia Paul.

Os cenários que se descortinavam para nós tirava o restinho de fôlego que nos restava. Mas, valia muito a pena.

Vista da Cidade Sagrada do alto de Huayna Picchu

Depois de atravessarmos uma caverna bem estreita chegamos ao ponto alto da Huayna Picchu. Ver a cidade sagrada lá do alto foi demais!

Escada rumo à Huayna Picchu

Flying Steps para deixar a subida mais difícil

Fizemos fotos incríveis para deixar registrado o ponto alto de nossa tão desejada viagem.

Valeu a pena! Chegada ao topo de Huayna Picchu

Mãe e Filha chegaram ao topo de uma das montanhas mais conhecidas do mundo. Isso não é pouca coisa, certo?!

Mãe e Filha no topo da Huayna Picchu

E para completar a aventura, enfrentamos a descida mais arrepiante que já havíamos visto. Mas todas as dificuldades foram superadas e cumprimos nossos objetivos. Subimos e descemos Huayna Picchu. Uau!

Nós e nosso Guia Paull

Descida de Hayna Picchu

A alegria de termos realizado, juntas, o sonho de conhecer um dos lugares mais incríveis do planeta ficará registrada em nossas vidas para sempre.

Voltamos para as nossas casas, cada uma para um continente oposto (Brasil/Austrália), mas conectadas por aquelas doces lembranças e pelos momentos inesquecíveis que a viagem ao Peru e a Machu Picchu nos proporcionou.

Quando fui: Julho de 2015 Com que fui: com minha filha