Sintonizados nos princípios da nova economia, Brasil e Portugal unem-se no lançamento do Ano Nacional da Colaboração em Portugal

Na vanguarda das práticas corporativas, Portugal e Brasil mostram ao mundo, como se fomenta, organiza e se põe em prática a “economia colaborativa”.

Em um evento prestigiado pela alta cúpula governamental, o Fórum para a Governação Integrada (GOVINT) lançou, em Lisboa, no dia 04 de janeiro de 2019, o Ano Nacional da Colaboração de Portugal. 

Na presença de um público seleto e interessado, o coordenador do GOVINT, Dr. Rui Marques, abriu os trabalhos no auditório da Escola Secundária de Camões ressaltando a necessidade premente de se “oferecer novas respostas e uma determinação renovada capaz de enfrentar os tempos atuais, marcados pela turbulência, pela incerteza e pela mudança”.

 

Dr. Rui Marques, Coordenador do Fórum para Governação Integrada

E eu, Silvia Triboni, estava lá para saber mais deste empreendimento, para contar aos seguidores do Across Seven Seas, em detalhes, sobre como a nação lusitana irá promover a divulgação dos projetos que inserem a Colaboração em suas ações, e identificar ações destinadas à saúde e bem-estar do público sênior.

Dr. Rui Marques e Silvia Triboni

O Fórum para a Governação Integrada, surge no cenário português, como mecanismo de resposta aos desafios mencionados, mobilizando vontades e recursos da sociedade civil e pública.

Almeja desenvolver uma cultura colaborativa, “expressa na capacidade de construir, desenvolver e manter relações interorganizacionais de colaboração hábeis a gerir problemas complexos, com maior eficácia e eficiência”.

Representantes das entidades promotoras – Sérgio Cintra, Angélica Aires, Telma Guerreiro, Rosário Farmhouse

 

Com o lema “Colaborar faz toda a diferença”, durante todo o ano de 2019 o GOVINT vai implantar o modelo de co-construção e de participação efetiva de vários setores, que vá efetivamente, contribuir para uma urgente mudança cultural/organizacional.

ABERTURA OFICIAL

De se destacar a adesão e apoio dos organismos públicos portugueses ali presentes, a exemplo das autoridades que se manifestaram no aguardado lançamento.

Representantes máximos dos poderes executivos e legislativos de Portugal estavam presentes, a confirmar a imprescindibilidade do compromisso público e institucional da República Portuguesa ao sucesso do projeto. 

Os Presidentes das Câmaras Municipais de Gaia, Abrantes, Mafra e Odemira, e os Secretários de Estado da Justiça, do Emprego e da Educação, demonstraram legítimo comprometimento e adesão ao Ano Nacional da Colaboração em Portugal.

Nas palavras da Secretária de Estado da Justiça, Dra. Anabela Pedroso, “O ato de colaborar faz parte da natureza humana, mas temos dificuldade em partilhar e em receber. Nesta sociedade cada vez mais individualista, a colaboração constitui nosso maior desafio. Vai nos permitir passar por uma transformação.

Dr. João Costa, Secretário de Estado da Educação

 

Por sua vez, o Secretário de Estado da Educação, Dr. João Costa, disse que o “principal de desafio no sistema educativo é o desafio da inclusão.

Escolas, comunidades e municípios com melhores resultados em termos de inclusão são aquelas em que as pessoas perceberam que somente unidos é que se chega a boas soluções.”

Sérgio Cintra, Administrador Executivo da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa

 

No rol das entidades promotoras do transformador movimento estão presentes, entre outras, a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, entidade que há mais de 500 anos trabalha para o bem-estar dos portugueses, em seu todo, prioritariamente dos mais vulneráveis.

“Pensar hoje a Ação Social não é tarefa que possa ser confinada a uma perspectiva única ou unidirecional”, mencionou o Dr. Sérgio Cintra, Administrador Executivo da Ação Social e do Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa.

Frisou que a iniciativa “Ano da Colaboração” vem dar destaque à relevância estratégica da colaboração como forma de resolução de problemas e de otimização dos recursos disponíveis.”

Ao ilustrar o trabalho desenvolvido por aquela secular instituição do bem-estar social português, Dr. Sérgio mencionou o projeto criado para   sinalizar todos os lisboetas com 65, ou mais, que morem sozinho ou com pessoas da mesma faixa etária, com vista a melhor implementar os serviços de manutenção da autonomia, quebra do isolamento e melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas

O Ano Nacional da Colaboração em Portugal é promovido pelos seguintes órgãos e instituições portuguesas e internacionais: 

Rui Marques – Fórum para a Governação Integrada

Eduardo Vitor Rodrigues – Presidente da Câmara Municipal de Gaia

Maria do Céu Albuquerque – Presidente da Câmara Municipal de Abrantes

Anabela Pedroso – Secretária de Estado da Justiça

Miguel Cabrita – Secretário de Estado do Emprego

João Costa – Secretário de Estado da Educação

Instituto Padre Vieira – sociedade civil

Rosário Farmhouse – Comissão Nacional de Proteção dos Direitos e proteção das Crianças e Jovens

Aldevina Rodrigues – Câmara Municipal e Mafra

Angélica Aires – Fundação Montepio

Sérgio Cintra – Santa Casa de Misericórdia de Lisboa

Izabella CeccatoO Poder da Colaboração – Brasil

Ross Hall – Global Change Leaders/Ashoka Reino Unido

 

O PODER DA COLABORAÇÃO BRASILEIRO COMO REFERÊNCIA

Devidamente oficializado e lançado o Ano Nacional da Colaboração em Portugal, após o intervalo para o almoço, partiu-se para a primeira ação prática do ano. 

Inspirado no empreendimento brasileiro O Poder da Colaboração, fundado pela visionária brasileira Izabella Ceccato, o Dr. Rui Marques, mediante os formalismos necessários, adotou a mesma metodologia de trabalho do bem-sucedido projeto.

Izabella Ceccato, fundadora do O Poder da Colaboração (Brasil)

 

O Poder da Colaboração de Izabella Ceccato tem por finalidade criar “conexões sinérgicas, fomentar e disseminar a inovação social, a nova economia e o empreendedorismo.”

Por meio de palestras e entrevistas com pessoas e empreendedores, oriundos dos mais diversos âmbitos socioculturais do país, o público presente, física ou virtualmente, as sessões de O Poder da Colaboração Brasil são conscientizados “de que há sim pessoas preocupadas em buscar soluções inclusivas e acessíveis a problemas sociais, financeiros e educacionais e de bem-estar dos cidadãos brasileiros“.

Tal é a efetividade das ações promovidas por Izabella Ceccato que o coordenador do Fórum GOVINT decidiu por bem seguir os mesmos padrões e estruturas de trabalho.

O Poder da Colaboração Brasil integra o rol de entidades parceiras do modelo português, estando presente em Lisboa como mestre de cerimônia da primeira sessão portuguesa.

 

1ª SESSÃO DE O PODER DA COLABORAÇÃO EM PORTUGAL

O momento mais esperado do histórico evento lisboeta ocorreu no período da tarde daquele dia.

Com a legitimidade e autoridade que lhe compete, Izabella Ceccato, a mestre de cerimônia do dia, abriu a primeira sessão de O Poder da Colaboração, em Portugal, enaltecendo a grandeza do convite que recebera do presidente do GOVINT, Dr. Rui Marques.

Izabella Ceccato e Rui Marques

 

Efusivamente saudada pelo coordenador Dr. Rui Vieira, Izabella Ceccato, em seu tom doce e informal, deu continuidade ao encontro, contando a todos os ideais de seu projeto, e as conquistas auferidas até o momento.

Em 3 anos de eventos realizados em São Paulo e Rio de Janeiro já sensibilizou mais de 40 mil pessoas, sem falar naquelas pessoas e empresas que impactou e inspirou novos negócios e conexões alinhadas à vertente colaborativa.

Izabella Ceccato e Silvia Triboni

 

Com a presença de oradores nacionais e internacionais, foram expostas iniciativas inovadoras e criativas, na área da educação, totalmente alinhadas aos princípios da nova economia colaborativa.

Receber o apoio da Ashoka Reino Unido, é, de fato, comprovar que o Ano da Colaboração em Portugal é reconhecido como ação relevante ao desenvolvimento social mundial, com expectativa de bons e efetivos resultados à nação lusitana.

Ross Hall, Global Change Leaders, Ashoka Reino Unido

Na palavra de Ross Hall, da Global ChangeLeaders/Ashoka Reino Unido, foi enfatizada anecessidade de colaboração mútua para que problemas inter-relacionados sejam resolvidos.

A Ashoka, entidade que comprometida com a colaboração e a ação sistêmica em todas as escalas, prevê um mundo no qual “todos desfrutem de experiencias de aprendizagem ao longo de suas vidas, e desenvolvam seu potencial como contribuintes ativos para o bem-estar coletivos.”

Este organismo global dá a todos a oportunidade de serem changemakers, identificando, apoiando, acelerando e equipando pessoas e comunidades a fazerem a transformação social necessária.

Na sequência das apresentações, as seguintes entidades expuseram suas ações destinadas ao desenvolvimento social/educacional português e brasileiro:

Paula Morais – Ter ideias para mudar o mundo – Santa Casa de Misericórdia de Lisboa

Maria Minas – ComParte/Fundação Maria Rosa

Teresa Alvarez – Engenheira por um dia – CIG e Instituto Superior Técnico

Telma Guerreiro – OdeTE – Odemira Território Educativo/Câmara Municipal de Odemira

Joana Carvalho – Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar de Leziria do Tejo

Juliana Tibau – Luta pela Paz Brasil

 

CONCLUSÕES E PRIMEIROS FRUTOS

Ao final do dia, coordenador, palestrantes e, principalmente, toda a audiência estavam envoltos em uma energia de alegria e solidariedade, plenamente cientes de que há muito trabalho a ser feito em prol da “era da colaboração”.

Auditório da Escola Secundária Camões, Lisboa

 

E é neste contexto e grau de envolvimento que o Fórum da Governação Integrada GOVINT, e os seus promotores, irão conduzir o Ano Nacional da Colaboração em 2019.

Nomeadamente, o Fórum GOVINT espera sensibilizar os profissionais abaixo relacionados, a fim de que a disseminação do espírito da economia colaborativa em Portugal seja rápida e efetiva:

 Dirigentes com responsabilidade de definição de estratégias/políticas nas suas organizações e com outras organizações.
 Profissionais com intervenção em domínios de intensa colaboração intersectorial e em equipas multiprofissionais.
 Professores/formadores e jovens em fase de formação básica, secundária ou superior.
 Jornalistas e líderes de opinião que possam disseminar o conceito.

Serão promovidos vinte (20) eventos “O Poder da Colaboração”, em diferentes cidades e com diferentes temáticas, ao longo de 2019, a enfatizar a disseminação da Colaboração, por meio da partilha de experiências inspiradoras em nível local.

Foi criado o site www.colaborar.pt com todas as informações, diretivas sobre o projeto, inclusive um Guia Colaborativo que divulga os projetos colaborativos participantes

Ao encerramento do primeiro mês do ano, o Fórum para a Governação Integrada – GOVINT orgulhosamente anunciou os primeiros frutos do Ano Nacional da Colaboração.

Adesões ao Ano Nacional da Colaboração  163 adesões em um mês

Distritos com mais Adesões:

 37,87% Lisboa
 21,89% Porto
 5,33 % Aveiro
 5,33% Coimbra
 5,33% Setúbal

Áreas de atividades mais abordadas:

 21,12% Educação
 9,47% Cidadania e Participação Cívica
 7,69% Cooperação e Desenvolvimento
O convite para novas adesões continua aberto, e iniciativas com abordagens colaborativas poderão ser submetidas no link http://colaborar.pt/adesao-ao-anc

 

Espero que você tenha gostado destas notícias, e que possa comentá-las

Muito obrigada!

Silvia Triboni

Share This